<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081</id><updated>2011-07-08T13:38:43.882-03:00</updated><title type='text'>exclamo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-8131925797079159241</id><published>2010-01-26T01:29:00.003-02:00</published><updated>2010-01-26T01:32:58.280-02:00</updated><title type='text'>Os Meninos de Quatro Pinheiros</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chácara de Mandirituba abriga garotos que passaram pela dor do abandono e perigo das ruas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S15h13vlaBI/AAAAAAAABW4/L2JoN1m7pHo/s1600-h/A+vida+como+ela+%C3%A9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 399px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S15h13vlaBI/AAAAAAAABW4/L2JoN1m7pHo/s400/A+vida+como+ela+%C3%A9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430885778779891730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O petit pavé fazia a vez do colchão e um papelão úmido cobria o menino descalço e aos farrapos. A alimentação vinha da boca do lixo e a infância se ia como um mendigo que atravessa. Não foi fácil sentir na pele um mundo obscuro de abandono e tristeza. Mas, Fernando de Góis, ex-frade carmelita, passou por tudo isso e não deixou barato. Criou a Chácara dos Meninos de Quatro Pinheiros, em Mandirituba, onde 80 ex-meninos em situação de rua experimentaram a vida como ela deve ser. A casa é um modelo reconhecido internacionalmente e, ano passado, foi apontada pela Unesco como uma das 50 iniciativas latino-americanas mais importantes no atendimento à criança e adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instituição é composta por cinco casas, nas quais os meninos vivem conforme a faixa etária e a maturidade. Antes de chegarem à instituição, as crianças são abordadas por integrantes dos conselhos tutelares e das varas de infância e juventude. Já na chácara são acompanhadas integralmente por uma equipe de 18 educadores. Os meninos estudam meio período e contam com um leque de atividades como informática, inglês, artesanato e hip-hop. Mas o que conta mesmo no processo de desenvolvimento é o empenho e o carinho dos educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles é José Carlos Gonçalves da Luz. Educador da quarta casa, ele atua diretamente junto a 17 pequenos de 6 a 12 anos."Eu trabalho há oito anos na chácara. Já fui menino de rua e estou retribuindo o que o Fernando fez por mim", diz. José é o pai de mentirinha da piazada. Ele faz o acompanhamento escolar, cuida dos horários das refeições, das tarefas, do banho e das brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se José é o "paizão", quem faz o papel de mãe é a cozinheira Derli Cardoso, ou "tia Derli", como é conhecida entre as crianças. Ela é referência materna para J., um menino de 9 anos, magrinho e sorriso banguela. "Um dia ele pediu pra eu dormir aqui. Puxou as cobertas e disse pra eu deitar ao lado dele como a mãe fazia", diz. Dona Derli é catarinense e só de pensar em voltar para sua terra, deixando os meninos, enche os olhos de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa dos guris, as histórias de vida são tão tristes quanto surpreendentes. São histórias como a de G., um menino de 12 anos cujo sonho é ser professor de dança. Morador da chácara desde 2004, G. é o único dos meninos que diz não gostar do lar onde vive. "Aqui tem muita briga", reclama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ele dá dicas de que a vida que tinha antes do abrigo não era nem de longe tranquila. "Eu e meus irmãos íamos escondidos pro Centro pedir esmola", revela. Quando perguntado sobre o pai, G. diz sem rodeios: "Está preso, bateu nos guardas". G. tem outros quatro irmãos na casa e a mãe posa com eles de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M. de 9 anos, quer ser eletricista. Monta radinhos e, segundo seu amigo R., quase explodiu a casa ao ligar uma fonte. Antes de ir morar na chácara, em janeiro de 2005, vivia com a tia, na Vila Torres, a ocupação mais antiga de Curitiba. Lá é mais favela, lá tem gente que fuma, tipo a minha mãe", conta o menino, com certa revolta. Mas de rebelde ele não tem nada: é daquelas crianças que despertam afeto instantâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. está com 13 anos e vive na casa desde 2003 Mesmo tão novo, já é um velho conhecido do abandono. Morou na rua por um ano, com um amigo. A família vive em Almirante Tamandaré e sobre seus pais parece saber pouco. Tem seis irmãos, sendo que o mais velho está atrás das grades. "Ele ficava roubando e prenderam ele", conta D. Seu sonho? Assim como 99% dos meninos da casa, quer ser jogador de futebol. O sonho, aliás, é o que fortalece a luta dos meninos de Quatro Pinheiros, meninos que, como quaisquer outros, também têm o direito de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nós também amamos a vida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vocês a vida é bela&lt;br /&gt;Para nós, favela&lt;br /&gt;Para vocês, escola&lt;br /&gt;Para nós pedir esmola&lt;br /&gt;Para vocês carro do ano&lt;br /&gt;Para nós resto de pano&lt;br /&gt;Para vocês ir à lua&lt;br /&gt;Para nós morar na rua&lt;br /&gt;Para vocês Coca-Cola&lt;br /&gt;Para nós cheirar cola&lt;br /&gt;Para vocês avião&lt;br /&gt;Para nós camburão&lt;br /&gt;Para vocês academia&lt;br /&gt;Para nós delegacia&lt;br /&gt;Para vocês piscina&lt;br /&gt;Para nós chacina&lt;br /&gt;Para vocês apartamento&lt;br /&gt;Para nós acampamento&lt;br /&gt;Para vocês imobiliária&lt;br /&gt;Para nós reforma agrária&lt;br /&gt;Para vocês compaixão&lt;br /&gt;Para nós organização&lt;br /&gt;Para vocês tá bom felicidade&lt;br /&gt;Para nós, igualdade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;(Poesia escrita pelos meninos da Chácara de Quatro Pinheiros.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filho que não foge à luta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando de Góis não nasceu em berço de ouro. Seus pais eram humildes e sem terra. Na ocasião da boa nova, talvez de um anjo desses que tocam trombeta tenha anunciado: Vai, Fernando, fazer o bem! E foi o que ele fez. Sua trajetória teve início no Nordeste. Lá deparou-se com uma realidade assustadora - crianças subnutridas em pele e osso. Constatou que muitos brasileiros precisavam de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De frade carmelita falador, virou um daqueles caras que levam o Evangelho às últimas conseqüências. Abandonou o conforto da Igreja, parou de criticar o governo e colocou a mão na massa. "Cheguei à conclusão de que eu poderia abraçar uma causa", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 80, veio morar em Curitiba. Por opção, seu lar passou a ser a favela Vila Lindóia, na Zona Sul da capital. "Fui para essa favela para conviver com a violência, as drogas, os maus-tratos, com a fome e a miséria. Esta experiência foi uma grande escola", diz. Ele aprendeu a viver com o necessário e com o improviso. Seguidor do método Paulo Freire, conheceu a realidade da população e se propôs a construir um projeto de vida com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de Fernando de Góis transformou a Vila Lindóia em Comunidade Profeta Elias. O educador de rua - função que abraçou - delimitou sua área de atuação: crianças e adolescentes em situação de risco. "Se a gente investe na criança e no adolescente pode-se garantir um futuro pra eles. Só que para colher este futuro precisa semear o presente", ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade começou a partir da reunião de crianças no contraturno escolar. Fernando e seus seguidores começaram a desenvolver atividades pedagógicas como o acompanhamento escolar, oficinas de música e aulas de teatro. Depois de oito anos de suor, a Comunidade Profeta Elias estava estruturada. Mas Fernando ainda não estava satisfeito. A nova missão era retirar os meninos da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele e os demais educadores enfrentavam as madrugadas frias no Centro de Curitiba em busca de meninos. Era uma luta do bem contra o mal. "Na rua eu fui preso e ameaçado de morte. Contrariar o sistema incomoda as autoridades", admite. Fernando lembra que uma vez viu um policial quebrando o braço de um menino. Não pensou duas vezes: foi até a delegacia e denunciou. A esperança é pouca e os maus tratos são frequentes para os moradores de rua. Fernando conta que alguns meninos já foram queimados com água quente jogada pela janela dos prédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho feito na rua fez com que Fernando estabelecesse com os meninos um vínculo de muito diálogo. Numa conversa, eles decidiram que o melhor lugar para ficar não era na Comunidade Profeta Elias, mas em uma chácara. "Na leitura dos meninos era preciso um espaço em que eles pudessem resgatar as origens do campo, conviver com o meio ambiente e com os animais e ficar distante das drogas", lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1991, Fernando deu um jeito de realizar o desejo dos meninos. Conseguiu comprar uma chácara em Mandirituba e construiu quatro casas. Hoje ele realiza um trabalho de recuperação da dignidade e cidadania dos meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guerra dos Meninos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Segundo dados da Fundação de Ação Social (FAS), dos 1028 moradores em situação de rua atendidos pela fundação, 273 têm entre 7 e 17 anos. Desses, 155 são de Curitiba, 85 da região metropolitana e 26 dos demais municípios. A maioria deles (154) têm entre 15 e 17 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os meninos resgatados são encaminhados para a cidade de origem, onde são incluídos em programas de reintegração social. O maior problema, no entanto, é que grande parte dos resgatados retorna às ruas, muitas vezes em busca de drogas. O índice em relação uso de substâncias químicas é espantoso: 163 crianças confirmam o uso de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A baixa escolaridade também é outro ponto crítico: 178 crianças têm o nível primário, 74 têm de 5ª à 8ª série, quatro possuem ensino médio e 15 são alfabetizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto à situação familiar, a pesquisa constatou que 210 crianças e adolescentes de rua têm alguma referência familiar, enquanto 63 afirmaram não ter referências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juliana Fontoura e Priscila Aguiar no Jornal Laboratório Comunicare Ano 11 / número 130 / Julho 2007 / Editoria: Infância e Adolescência. Orientação: José Carlos Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-8131925797079159241?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/8131925797079159241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=8131925797079159241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/8131925797079159241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/8131925797079159241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2010/01/chacara-de-mandirituba-abriga-garotos.html' title='Os Meninos de Quatro Pinheiros'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S15h13vlaBI/AAAAAAAABW4/L2JoN1m7pHo/s72-c/A+vida+como+ela+%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-5343013045513902598</id><published>2010-01-26T01:25:00.002-02:00</published><updated>2010-01-26T01:28:52.314-02:00</updated><title type='text'>Vermelhão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S15hPf9IKnI/AAAAAAAABWw/5zFkPvogQVU/s1600-h/Vermelho_BiarticuladoCuritiba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S15hPf9IKnI/AAAAAAAABWw/5zFkPvogQVU/s400/Vermelho_BiarticuladoCuritiba.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430885119559215730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:SimSun; 	panose-1:2 1 6 0 3 1 1 1 1 1; 	mso-font-alt:宋体; 	mso-font-charset:134; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 135135232 16 0 262145 0;} @font-face 	{font-family:"\@SimSun"; 	panose-1:2 1 6 0 3 1 1 1 1 1; 	mso-font-charset:134; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 135135232 16 0 262145 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:SimSun;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&lt;/style&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Símbolo de Curitiba, os "expressos" transportam quase 2 milhões de passageiros, mas nem todos estão satisfeitos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Implantado em 1992, o biarticulado foi uma revolução no transporte público de Curitiba. Até chegarem ao modelo atual, engenheiros pensaram em vários sistema de transporte coletivo que pudessem atender a demanda de passageiros da capital. Uma idéia foi o metrô. Veloz e de porte considerável, ele poderia muito bem ser uma opção a mais para a população curitibana. O problema está no custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Luiz Filla, gerente de operação do transporte da Urbs, reconhece as desvantagens deste sistema. "O metrô subterrâneo é uma obra muito cara para Curitiba. Seria preciso fazer um financiamento através de bancos internacionais com o apoio da União", explica. Outro empecilho é o fato desse sistema beneficiar apenas uma região da cidade. "Nós preferimos optar por uma Rede Integrada de Transporte que beneficiasse a cidade de Norte a Sul e de Leste a Oeste", conta Filla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Com o ônibus biarticulado, surgiram também as estações tubo, feitas em nível e adequadas para o embarque e desembarque nos ônibus. Foi uma inovação. Antes desse invento, muitos passageiros eram obrigados a fazer o pagamento da tarifa em locais perigosos e pouco iluminados. A cobrança antecipada também economiza tempo do passageiro e dispensa a presença do cobrador no interior do veículo. O biarticulado passa por 351 estações-tubo, uma a cada 600 metros, em média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A Linha Expresso liga o Centro aos bairros e fo planejada em um sistema trinário de vias que é composto por uma canaleta exclusiva para o "vermelhão" e duas vias rápidas de tráfego contínuo em sentidos opostos. As canaletas possibilitam o aumento de velocidade média dos coletivos sem prejudicar a segurança dos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O biarticulado é o maior ônibus do Brasil - 24 metros de comprimento e capacidade para 270 passageiros. Porém, para conseguir um banco vago em horário de pico é uma missão quase impossível. Andréa Rofino dos Santos mora em Colombo e utiliza a linha Santa Cândida - Capão Raso todos os dias para ir ao trabalho. Ela adora quando o vermelhão está vazio e pode se sentar. "Quando vejo que o ônibus está lotado, nem entro", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A tarifa custa R$2,20 e de acordo com a Urbs este é o preço que mantém o sistema no qual o cidadão pode atravessar a cidade pagando somente uma passagem. Ivanil Andrade pega dois ônibus por dia para ir para o trabalho. Ela diz que o preço da passagem só não seria justo se não existissem as conexões nos terminais. A proposta da tarifa domingueira a R$1, criada para incentivar o lazer do curitibano, fez com que aumentasse em 40% a quantidade de usuários. Uma pesquisa realizada pela Urbs revela que cerca de 1,9 milhão de passageiros são transportados diariamente, com um grau de satisfação de 89% dos usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Muitos passageiros estão satisfeitos com o transporte, com exceção de alguns estudantes. No dia 22 de março foi estipulado pela UNE e UBES o Dia Nacional da Luta pelo Passe Livre em que há manifestações em 18 capitais brasileiras. Uma pesquisa realizada entre os anos de 2004 e 2006 pela Fundação Getúlio Vargas mostra que o gasto com ônibus das famílias que ganham até dois salários mínimos representa quase 11% do orçamento. Nestes três anos, as passagens subiram o dobro da inflação. De acordo com a Urbs se o estudante não paga a passagem, alguém tem que pagar e é inevitável para o Estado bancar esta despesa sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A segurança no biarticulado é motivo de preocupação para os usuários que fazem grandes trajetos. Uma gravação alerta os passageiros: cuidado com furtos no interior do veículo. Aparecida Rosa do Nascimento, moradora da Fazenda Rio Grande utiliza todos os dias a linha Pinheirinho - Rui Barbosa. Ela diz que não se sente segura no biarticulado. "Vejo todos os dias algum batedor de carteira em ação, mas não posso falar nada. Um dia uma moça começou a gritar quando viu um roubo. O bandido deu um empurrão e disse pra ela aprender a não ser dedo-duro", diz. O problema da segurança também preocupa Andrea Beatriz Rofino. "Eu ando no ônibus agarrada com a bolsa. Já vi uma pessoa sendo assaltada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juliana Fontoura e Priscila Aguiar publicado no Jornal Laboratório Comunicare "Vermelho" / Ano 11 / Número 124 / Editoria Cidade / p.4 / Orientação: José Carlos Fernandes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-5343013045513902598?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/5343013045513902598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=5343013045513902598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/5343013045513902598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/5343013045513902598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2010/01/vermelhao_26.html' title='Vermelhão'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S15hPf9IKnI/AAAAAAAABWw/5zFkPvogQVU/s72-c/Vermelho_BiarticuladoCuritiba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-1540244001579428485</id><published>2010-01-25T22:14:00.015-02:00</published><updated>2010-01-26T00:16:38.000-02:00</updated><title type='text'>Esquinas Deselegantes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Sinal de alerta na Curitiba que chega a 1 milhão de veículos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cruzamento da Avenida Visconde de Guarapuava com a Desembargador Motta talvez não merecesse uma canção de Caetano Veloso, a exemplo da mítica esquina entre a Ipiranga com a Avenida São João citada em "Sampa". Mas está perto disso. O encontro das duas vias é o mais movimentado do Centro de Curitiba, com fluxo de 5,2 mil veículos por hora no horário de pico - por volta das 18 horas, de acordo com dados da Diretran. É um cenário de cidade grande. "Alguma coisa acontece..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acontece não só na Visconde. Curitiba se tornou uma cidade de esquinas e ruas perigosas. É a capital brasileira que mais tem veículos - 1 para cada 1,8 habitantes. A soma assusta: até o final do ano, a cidade interiorana perpetuada nos contos de Dalton Trevisan estará perto de um milhão de veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com dados do BPtran uma média de três a quatro pessoas são atropeladas pro dia no Centro de Curitiba. É o caso da Avenida Marechal Floriano, com 10 quilômetros, que corta o Centro inteiro. Ela é considerada a mais perigosa da cidade, devido ao grande fluxo de carros, ônibus e pedestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, ocorreram 167 acidentes, quase o dobro do ano passado. "Infelizmente, a maior preocupação das pessoas é não levar multa. Eles colocam o cinto de segurança, porque os guardas do BPTran ou da Diretran vão estar de olho", diz Ronivaldo Brito Pires, 2º sargento da Polícia Militar. Ele lamenta o fato da população não se preocupar com a segurança e diz que o cidadão tem medo de perder a carteira ou o bem material, ignorando a morte ou a lesão que um acidente pode causar. "As pessoas devem ter consciência de que o bem maior é a nossa vida", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização do transporte coletivo diminui acidentes banais, como a colisão por traseira ou engavetamento. No entanto, as campanhas defendem que os pedestres devem se conscientizar de que é preciso utilizar a faixa de segurança ao atravessar as vias. Em sete meses, houve 620 atropelamentos em Curitiba - uma média de 88,57 pessoas por mês, que equivale a suas salas de aula. Nas sextas-feiras, até dez pessoas são atropeladas devido ao estresse acumulado do motorista e à desatenção dos pedestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeitura de Curitiba busca soluções para o problema do intenso fluxo de veículos no Centro. Um deles é o incentivo ao transporte público. No domingo, o curitibano pode utilizar os ônibus com a tarifa a R$1. Os biarticulados têm capacidade para 270 passageiros. Se fossem mais utilizados, os coletivos contribuiriam para a mobilidade da cidade. Atavessam Curitiba de um lado a outro e permitem várias conexões com o pagamento de apenas uma tarifa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Colômbia, a cidade de Bogotá conseguiu uma solução: construiu 300 quilômetros de ciclovia utilizadas por 350 mil pessoas que vão ao trabalho de bicicleta diariamente. A prefeitura acabou com os congestionamentos e os problemas ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedágio urbano de Londres restringe a circulação de veículos no Centro da cidade e o monitoramento é feito através de câmeras espalhadas em pontos estratégicos. A tarifa custa 5 libras (quase R$25). A medida adotada pela capital inglesa pode ser muito radical para uma cidade como Curitiba, mas o Anel Viário, investimento da prefeitura em parceria com o Estado, trará maior fluidez ao tráfego da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um binário - dois sentidos de vias, um no horário e outro no anti-horário - que contornará o Centro. De cada cem motoristas, 33 vão para o Centro de acordo com dados da prefeitura. Com este projeto, somente as pessoas que realmente precisam fazer algo na região passarão por ali. Alguma coisa realmente acontece no coração do curitibano, inclusive em Viscondes, Mottas e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juliana Fontoura e Talita Fioravante no Jornal Laboratório Comunicare "O Centro Vive"/ Ano 10 / Número 118 / Novembro 2006 / p. 10 / Orientação: José Carlos Fernandes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-1540244001579428485?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/1540244001579428485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=1540244001579428485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/1540244001579428485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/1540244001579428485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2010/01/esquinas-deselegantes.html' title='Esquinas Deselegantes'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-6038276303216655269</id><published>2010-01-25T17:58:00.013-02:00</published><updated>2010-01-26T00:15:31.557-02:00</updated><title type='text'>Ninguém sabe, ninguém viu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Jogo do Bicho resiste à repressão e sua prática acontece na surdina&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S134mMrTTSI/AAAAAAAABWc/EWyaMTjiPHo/s1600-h/Curitiba+%C3%A0+vista_jogo-do-bicho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 271px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S134mMrTTSI/AAAAAAAABWc/EWyaMTjiPHo/s400/Curitiba+%C3%A0+vista_jogo-do-bicho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430770060800249122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Jogo do Bicho era nobre. Seu pai foi o Barão de Drummond e nasceu com um objetivo digno: a manutenção do Jardim Zoológico de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Em 1893, Drummond inaugurou a contravenção penal mais popular do país. Bastava comprar um ingresso de mil réis para o zôo e era possível ganhar 20 mil réis se coincidisse o animal desenhado no bilhete com o que seria sorteado horas depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, o jogo era considerado uma diversão dos cariocas bem sucedidos. Hoje, a jogatina é para todos os bolsos e deixou para trás o caráter ingênuo. De acordo com Vilson Alves de Toledo, delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil, o jogo do bicho é um abuso à credulidade das pessoas e esconde crimes como o tráfico de entorpecentes e a lavagem de dinheiro. Outro problema é que a prática traz prejuízos ao Estado, uma vez que não se recolhe nenhum tipo de tributo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia civil está com uma campanha de combate ao bingo, jogo do bicho e máquinas caça-níquel. Em 2005, foram agendadas 534 audiências com exploradores de jogos de azar no Juizado Especial Criminal de Curitiba. Neste ano, no período de janeiro a setembro , foram sinalizados mais 312 casos. "É uma infração de pequeno potencial ofensivo que pode acarretar em restrição de direitos e multa", diz Toledo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que as diligências policiais e estratégicas de combate aumentam, o jogo do bicho se fortalece. Além de ser considerado um dos jogos mais originais do mundo por não exigir material algum, como fichas e baralho, tem o apoio popular. Através de um simples recado verbal, a pessoa pode fazer um jogo de valor pequeno, em três ou quatro minutos, e válido para a semana ou o mês inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros bicheiros de Curitiba foi Francisco Serrador, um aventureiro que, em 1850, resolveu montar um quiosque na área onde hoje se encontra a Praça Borges de Macedo. O espaço tinha por finalidade o comércio de cigarros, cachaça, café, balas e fumo em rolo, o que servia de pretexto para a atividade principal: o jogo do bicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, o jogo era feito no verso das caixinhas de fósforo ou em pequenos pedaços de papel. Hoje as apostas são feitas em aparelhos semelhantes aos de cartões de crédito e emitem um "ticket". Silencioso, o jogo do bicho parece acontecer em uma Curitiba proibida, mas não impedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juliana Fontoura publicado no Jornal Laboratório Comunicare "Curitiba à vista" / Ano 10 / Número 120 / Novembro 2006 / p.6 / Orientação: José Carlos Fernandes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-6038276303216655269?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/6038276303216655269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=6038276303216655269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/6038276303216655269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/6038276303216655269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2010/01/ninguem-sabe-ninguem-viu.html' title='Ninguém sabe, ninguém viu'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S134mMrTTSI/AAAAAAAABWc/EWyaMTjiPHo/s72-c/Curitiba+%C3%A0+vista_jogo-do-bicho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-2497435723980595919</id><published>2010-01-25T16:40:00.008-02:00</published><updated>2010-01-26T00:02:47.380-02:00</updated><title type='text'>Os meninos da ala D</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eles correm perigo, são protegidos e fazem planos pra depois de amanhã&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S13l7PByakI/AAAAAAAABWU/WxQJfq8YKJA/s1600-h/S%C3%A3o+s%C3%B3+garotos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 395px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S13l7PByakI/AAAAAAAABWU/WxQJfq8YKJA/s400/S%C3%A3o+s%C3%B3+garotos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430749531487758914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Educandário São Francisco tem um sistema de segurança que não difere da maioria dos presídios. Alguns alojamentos são tão escuros e sombrios quanto os modelos de cadeia mais comuns. Os meninos são separados por alas de acordo com a periculosidade do delito. As alas A e B são para os meninos considerados imaturos e que cometeram infrações menos graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na C ficam os garotos que oferecem riscos aos demais pelo porte físico e distúrbios de personalidade. Quanto à ala D, há muito o que dizer: ali estão isolados os garotos jurados de morte, por terem cometido ou participado de infrações não toleradas nos sistemas prisionais em geral, como matricídio, abuso de menores e idosos, ou estupro. A turma da D vive na mira e os coordenadores da unidade que não podem descuidar dos internos um minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 20 meninos vivem sob proteção severa na ala D do São Francisco. Para conversar com eles, a equipe do Comunicare teve que fazer tripas coração. Foi preciso comprometimento, coragem e uma boa dose de diálogo com os técnicos do educandário. Acordo feito, três deles se sentaram com as repórteres e falaram sobre suas angústias, medos e principalmente do arrependimento por terem cometido delitos graves, muitos deles irreversíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos da ala D são considerados perigosos, pois tiveram um contato desmedido com o crime organizado, o que costuma causar transtorno das unidades de ressocialização: as medidas educativas tendem a ser neutralizadas pelas investidas dos criminosos de carteirinha. Combater essas relações perigosas é um dos maiores desafios dos educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo ao flerte com o mundo do crime, boa parte desses garotos traz outro histórico - muitos nasceram em famílias desestruturadas e passaram a infância e parte da adolescência na rua. Alguns deles encontraram refúgio nas drogas; outros tinham como 'ganha pão' os assaltos à mão armada. Quase 70% dos 150 meninos do educandário não freqüentavam a escola antes da internação, portanto não tiveram um amadurecimento saudável e a construção de um repertório de valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem dos adolescentes pela instituição pode ser uma oportunidade de recuperar a auto estima perdida no asfalto e lutar por uma vida digna. "Nós motivamos os meninos e fazemos com que eles descubram suas qualidades", diz Iliete S. Galloti, tutora e psicóloga responsável pela ala. O tratamento é uma combinação de muito diálogo, oficinas e orientação religiosa, com rigidez dosada por parte dos educadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.M., menino de mãos grandes e surradas, diz que quando fica sabendo do crime do outro pode dar 'atropelo'. Ou seja, uma punição por desrespeitar as regras da cadeia. Ele conta que só descobriu que havia alguma coisa boa em sua personalidade quando 'caiu' na 'escola' (como eles se referem ao educandário). P.C., adolescente com jeito de homem e evidente timidez, lembra que quando chegou à instituição pensava em se matar. Depois das conversas com Iliete, sua cabeça foi mudando e ele pôde escolher entre estar num caixão ou ter uma vida digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira nesta reportagem fragmentos da conversa com os garotos da ala D. São três perfis que ajudam a conhecer a vida no educandário. As citações deixam transparecer a angústia dos meninos que vivem isolados na instituição, jurados de morte pelos demais. Os textos podem fazer sorrir pela vitória e recuperação de uns e chorar devido à dor do arrependimento de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. não é mais um menino. Quem entrou pela porta de bermudas cinza, não as azuis do uniforme, era um homem com rosto forte e olhar triste. "P. é um garoto muito maduro", confirma Iliete. Não tem nenhum receio de falar o que sente, contar sua história. Relata como era sua vida, que crimes cometeu, sem rodeios. Simplesmente narra, com voz forme de quem sabe exatamente o que fez e que quer fazer daqui pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 19 anos, P. ainda é considerado adolescente por ter entrado no educandário com 17. Está quase saindo de lá. Só aguarda a decisão do juiz e, quando sair, vai ter o nome limpo para reconstruir sua vida. P. não quer mais roubar, não quer usar drogas: "Se eu voltar a me drogar, só tenho dois caminhos, a cadeia ou o caixão". Este tipo de declaração soa um pouco falsa da boca de outros garotos, parece frase feita para agradar a psicóloga e impressionar as meninas da PUC. Mas não é o que acontece com P. Ele é sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. é mais um daqueles meninos com aquelas histórias que a gente já ouviu várias vezes, mas não conhece de verdade. Era uma criança muito pobre, com pai e mãe alcoólatras, usava drogas desde pequeno... Mais um. Com 7 anos, na cidade de Jacarezinho, já cheirava cola. Depois, usou de tudo. Quando era adolescente, a mãe morava com outro homem. O padrasto batia na mãe e, adivinhe, P. resolveu pôr um fim nisso. 121 - homicídio. Foi para a Penitenciária de Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro. Fugiu pelo teto e foi se esconder em São Paulo. Morava com um ladrão, e roubava para pagar o aluguel. 157 - assalto à mão armada. Foi para a Febem e, em seguida, transferido para Piraquara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que no Educandário São Francisco pode conversar, é ouvido quando precisa, ao contrário da Febem, onde "não podia nem olhar pro educador, só andava de capinha (cabeça) baixa". Quando chegou ao educandário, só pensava em se matar. Aora, conta os dias para sair. O tempo passa mais devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fora, P. quer um emprego e uma família. Talvez, ir atrás da mãe. Enche os olhos de lágrimas quando conta que o irmão mais velho, seu companheiro de rua, foi assassinado. P. sabe quem foi, mas quer esquecer. Vai ficar longe de tudo isso, porque quer uma vida "normal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. foi parar na ala D por causa de um jogo de futebol. Ele discutiu com alguns garotos e ganhou olhares nada amistosos. "Eu fiquei com medo, depois da discussão me senti ameaçado", conta. Com apenas três meses na instituição, não é o típico menino do educandário. Todo sábado, seus pais e avós passam pela desconfiada revista da segurança local para levar o gostinho do lar ao adolescente: são bolos, biscoitos e docinhos. Um mimo que nem todo mundo ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. cursava a oitava série, trabalhava como servente e fazia alguns bicos quando começou a praticar pequenos furtos. Os delitos foram crescendo à medida em que sua necessidade pedia: cada vez mais roupas de marca, mais sábados "curtindo o som".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicóloga Ilitete Galotti, trata-se de um menino ingênuo, em comparação com os demais. Alguém com boas chances de se recuperar e ser devolvido à sociedade. "Antes eu usava meu salário pra me divertir. Agora, quero ajudar minha mãe", diz o garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;D.M.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.M. tem 16 anos. É um adolescente típico: alto, corpulento, levemente desajeitado e com cabelos cacheados. Parece tímido, mas talvez seja assim só com estranhos. Está no Educandário faz quase um ano. Antes de chegar à unidade de ressocialização de Piraquara, ele só havia estudado até a segunda série do ensino fundamental. Hoje, já cursa o segundo ciclo escolar, que equivale ao supletivo de 5ª a 8ª série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pouca escolaridade é característica comum entre os meninos: 68,15% não freqüentavam a escola antes da internação. Dos 31,85% que estudavam, apenas 1,4% concluiu o ensino médio. Segundo Iliete, psicóloga do Educandário, D.M. é um dos meninos mais inteligentes da instituição. Aprende fácil e é muito interessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como complemento às atividades escolares, o garoto participa de oficinas no internato. Já teve aulas de emgregabilidade e de panificação. Futebol também faz parte da sua rotina. Mas o que mais tem auxiliado o garoto no processo de recuperação e inserção social é o acompanhamento psicológico. Iliete diz que muita coisa melhorou em D.M. desde que a sua medida socioeducativa começou a ser cumprida. "Antes ele era um menino difícil de lidar. Hoje, serve de exemplo para os outros", elogia a tutora. O garoto também reconhece os avanços. "Antes de entrar aqui, eu fazia muita coisa errada e não admitia meu erros. Agora já consigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amadurecimento tem seu preço. D.M. teve que abandonar a família e o filho [sim, o adolescente é pai] que moram em Maringá. Por conta da distância e da falta de recursos, seus familiares só fazem visitas a cada três meses. Só viu o filho uma vez, quando a ex-namorada foi visitá-lo no instituto com o bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntado do que sente falta, o garoto respondeu sem rodeios: "Da família e da mulherada". Não deve ser fácil lidar com a saudade. Mas, apesar das dificuldades, D.M. faz planos: "Muita gente me ajudou e agora eu quero ajudar os outros. Eu quero fazer as coisas certas, tentar parar de roubar. Vou tentar não cometer os mesmos erros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vai sair do educandário com 18 anos. Terá passado quase três dos melhores anos de sua vida no isolamento da ala D. Do que vai precisar? De uma rede de apoio para não cometer crimes novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juliana Fontoura, Fernanda Stica, Priscila Aguiar e Talita Fioravante publicado no Jornal Laboratório Comunicare "São só garotos" / Ano 11 / Número 126 / Maio 2007 / p. 8-9 / Editoria Especial / Orientação José Carlos Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-2497435723980595919?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/2497435723980595919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=2497435723980595919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/2497435723980595919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/2497435723980595919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2010/01/os-meninos-da-ala-d.html' title='Os meninos da ala D'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/S13l7PByakI/AAAAAAAABWU/WxQJfq8YKJA/s72-c/S%C3%A3o+s%C3%B3+garotos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-2455138407338162177</id><published>2008-07-26T12:40:00.002-03:00</published><updated>2009-12-14T20:18:44.287-02:00</updated><title type='text'>Estômago</title><content type='html'>Apesar do cenário carcerário e de uma cozinha imunda, o filme Estômago do diretor curitibano Marcos Jorge não dá embrulho no estômago. O filme é um grande achado do cinema brasileiro. O longa-metragem conta a história de Raimundo Nonato (João Miguel), um rapaz humilde que chega à cidade grande na esperança de encontrar uma vida melhor. Na narrativa o destino sorri e depois vira-lhe a cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato chegou de madrugada às paisagens curitibanas, faminto. Entrou em um boteco sujo e mal encarado no centro da cidade e pediu duas coxinhas engorduradas. Comeu e dormiu no balcão. Até que o seu Zulmiro (Zeca Cenovicz), dono do bar, acordou-o e pediu para que ele pagasse a conta. Raimundo Nonato recusou, pois não tinha um tostão. Lavou pratos a noite inteira, e na manhã seguinte foi contratado como cozinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo nas primeiras receitas que prepara, o rapaz descobre que tem dom para a cozinha. Com suas coxinhas, Nonato atrai muitos clientes para o bar e se torna conhecido na região. Ao perceber o talento nato de Raimundo, seu Giovanni (Carlo Briani), dono de um restaurante italiano o contrata como assistente. A nova vida trouxe à ele o amor quase doentio pela prostituta Iria (Fabiula Nascimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem uma estrutura não linear que apresenta duas ações que se passam ao mesmo tempo. Uma é a de Nonato iniciando seu trabalho no boteco e outra dele chegando em uma prisão. A curiosidade para saber porque o destino virou a cara para ele é um dos grandes segredos do filme, só revelado no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atores que participaram da produção são muito experientes e foram escolhidos a dedo. João Miguel, o protagonista, é um personagem cativante que apresenta uma linha tênue entre ingenuidade e esperteza. Não é a toa que ele ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Punta del Este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandro Yamada, assistente de arte do filme afirma que a escolha dos atores não foi nada fácil. Muitos testes foram feitos até chegar à composição do elenco. “A Fabiula Nascimento se esforçou muito para conseguir o papel”, diz. Marcos Jorge estava em dúvida entre ela e a Guta Stresser. Na escolha, a gordinha foi contemplada, pois ela dava conta do recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi feito com muito cuidado, cada detalhe foi estudado previamente. A produção dá uma esperança aos curitibanos que o cinema da terrinha pode crescer e se tornar tão bom quanto os do eixo Rio-São Paulo. Digo aliviada que da boca ao ânus, Estômago faz um espetacular caminho digestivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coletiva com Alessandro Yamada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A turma do 6º período de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) convidou o assistente de arte do filme Estômago, Alessandro Yamada, para uma coletiva. O profissional apresentou os pontos-chave do processo produtivo do filme e ficou à disposição dos alunos para responder às possíveis dúvidas que surgissem no decorrer do bate-papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandro iniciou a coletiva contando como foi parar no filme. Arquiteto de formação e cinéfilo por amor. Por ironia do destino foi através da arquitetura que Alessandro foi convidado a participar da produção do filme. Marcos Jorge sentiu falta de um arquiteto para a cenografia e pediu para que ele desse uma assistência. Alessandro conta que a cela foi construída para o filme. A missão de quem faz a direção de arte é trazer para os lugares a sensação de ocupação humana. “Nós construímos a cela e depois tivemos que sujar, quebrar as paredes, rabiscar e tentar fazer com que ficasse com cara de usada”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estômago aborda a baixa gastronomia e faz coisas feias parecerem belas” afirmou o assistente deixando clara a sua admiração pelo filme. De acordo com ele o trabalho foi árduo. Yamada lembrou que as cenas mais difíceis foram a do Mercado Municipal e a do banquete que Nonato prepara na prisão. Aquela, pela quantidade de figurantes envolvidos e os horários disponíveis para filmagens, e esta pelo fato de que era necessário montar um leitão destroçado e outro inteiro. “Nós compramos um leitão cru e pintamos com verniz para que ele parecesse douradinho”, diz. A turma ficou impressionada ao saber do truque, pois na telinha parecia delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra cena que Alessandro considerou complicada foi a da formiga entrando no nariz de Nonato. A equipe tentou de tudo para a formiga entrar no nariz do João (Miguel), mas nada dava certo. Até que eles tiveram a idéia genial de fazer um molde de resina do rosto de Nonato e colocar um ovo de formiga dentro do nariz do molde. “Assim, instintivamente a formiga foi atrás do ovo e conseguimos fazer a cena”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de dar informações sobre o processo produtivo de Estômago, Alessandro falou sobre as dificuldades de produzir um longa paranaense. De acordo com ele o estado está fora do eixo devido ao seu conservadorismo. Alessandro acredita que fazer cinema é contestar e isto é muito difícil em um local em que as pessoas tem uma cabeça fechada e poucas escolas de cinema que formem verdadeiros diretores. “Tecnicamente, Curitiba não deixa a desejar para as outras capitais, porém o problema está no campo das idéias”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandro alerta os futuros cineastas da turma que fazer um filme não é uma atividade viável economicamente e ainda é algo que, se bem feito, demora muito tempo para ficar pronto. De acordo com ele, um filme bom demora em média quatro anos para ficar pronto entre planejamento, produção e exibição. “É um trabalho que exige paciência e muita força de vontade”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais informações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandro Yamada&lt;br /&gt;alessandro@zencrane.com&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juju Fontoura entregue à disciplina de Cinema em 20/05/2008 no blog http://ultimascoisas.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-2455138407338162177?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/2455138407338162177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=2455138407338162177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/2455138407338162177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/2455138407338162177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2008/07/estmago.html' title='Estômago'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-7246366389655541891</id><published>2008-07-25T19:01:00.005-03:00</published><updated>2008-07-25T19:07:48.706-03:00</updated><title type='text'>Núcleo de Intercâmbio PUCPR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIpN5_PkYsI/AAAAAAAAAYg/8WxPcgVJumw/s1600-h/intercambio-felipe.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 277px; height: 180px;" src="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIpN5_PkYsI/AAAAAAAAAYg/8WxPcgVJumw/s400/intercambio-felipe.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227075976141497026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entrar em contato com outras culturas, trocar experiências e mudar a forma de enxergar o mundo são algumas das vantagens de participar do programa Intercâmbio Universitário da PUCPR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os alunos de graduação, são oferecidas duas formas de participação. Uma delas é o Intercâmbio Cultural, em parceria com a Universidade de Ciências de Okayama, no Japão. Neste programa, o estudante tem a possibilidade de conhecer o dia-a-dia dos japoneses e a cultura oriental. A viagem é realizada todos os anos, sempre no mês de julho, com duração de três ou quatro semanas para universitários de qualquer curso a partir do 2º período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro programa é o de Aproveitamento de Créditos, no qual o acadêmico pode cursar disciplinas em instituições estrangeiras. A PUCPR tem convênio com 60 universidades distribuídas em 17 países. A permanência do estudante é de seis meses ou um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Diretor de Relações Externas da PUCPR, Álvaro Amarante, o intercâmbio é uma atividade com fins acadêmicos e culturais que traz muitos benefícios para o estudante. Segundo ele, é um diferencial curricular; faz com que o aluno adquira fluência no idioma do país de destino; e é uma oportunidade que o estudante tem de ganhar autonomia e administrar a própria vida. Amarante salienta que o principal objetivo do intercâmbio é fazer com que o aluno aprenda a lidar com outras culturas, facilitando, assim, sua inserção no mercado de trabalho. “Nós trabalhamos para internacionalizar os cursos da PUCPR, buscando novas parcerias”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estudante de jornalismo da PUCPR Fernanda Lima estudou seis meses na Universidad Marista, no México, em 2007. Para ela, o principal benefício de viajar é estar em contato com maneiras de pensar, agir e resolver os problemas, diferentes do que está habituada. Além disso, ela pôde aprimorar o espanhol. “Com o intercâmbio, tive a oportunidade de escrever e dar fluência ao idioma”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para participar do programa, o aluno deve estar regularmente matriculado em qualquer curso da Instituição, tendo cursado 50% da graduação; precisa obter média mínima de 6,5 na avaliação do histórico escolar da graduação; não ter dependências trancadas; ter nível intermediário da língua do país de destino; e ter condições financeiras para participar do programa (600 euros ou dólares mensais na Europa e nos EUA, respectivamente). Os custos de hospedagem, alimentação, seguro-saúde, passagem aérea, despesas com visto e gastos pessoais são de responsabilidade do aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PUCPR também oferece aos alunos de universidades estrangeiras em todo o mundo a oportunidade de cursar disciplinas na Instituição. O estudante francês, Elvis Deljkovic, cursou disciplinas de Engenharia de Produção no primeiro semestre deste ano. De acordo com ele, todos os estudantes deveriam fazer intercâmbio, pois conhecer outro país e uma nova cultura é muito importante para ter uma formação completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições para participar do Programa de Intercâmbio de Graduação para Aproveitamento de Créditos com início em fevereiro de 2009 podem ser feitas de 28 de julho a 22 de agosto pessoalmente no Núcleo de Intercâmbio situado no 6º andar do Prédio Administrativo ou preenchendo a ficha de inscrição disponível no site (www.pucpr.br/intercambio) e enviando-a para o e-mail intercambio@pucpr.br.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Novidades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, outras duas modalidades de intercâmbio estarão disponíveis: a viagem de estudos acadêmicos para realização de atividades de pesquisa ou extensão na instituição estrangeira durante o período de férias e a dupla-diplomação, em que o aluno poderá realizar parte da graduação no exterior, obtendo diploma tanto da PUCPR quanto da instituição estrangeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Núcleo de Intercâmbio e Cooperação Internacional&lt;br /&gt;Local: Prédio Administrativo - 6º andar&lt;br /&gt;Horário: das 8h30 às 11h30 e das 14h às 17h30&lt;br /&gt;Telefone: (41) 3271-1411 ou 3271-1697&lt;br /&gt;www.pucpr.br/intercambio intercambio@pucpr.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Matéria de autoria de Juju Fontoura publicada em 25/07/2008 no site da PUCPR.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-7246366389655541891?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/7246366389655541891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=7246366389655541891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/7246366389655541891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/7246366389655541891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2008/07/ncleo-de-intercmbio-pucpr.html' title='Núcleo de Intercâmbio PUCPR'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIpN5_PkYsI/AAAAAAAAAYg/8WxPcgVJumw/s72-c/intercambio-felipe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-7980949817524129638</id><published>2008-07-20T16:25:00.021-03:00</published><updated>2008-07-20T17:16:01.701-03:00</updated><title type='text'>O processo criativo de Leminski</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOZ3TvpZxI/AAAAAAAAAYY/onrW19p7LBI/s1600-h/LEMINSKI4.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 241px; height: 241px;" src="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOZ3TvpZxI/AAAAAAAAAYY/onrW19p7LBI/s400/LEMINSKI4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225189168151881490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Embora simples na linguagem, as idéias incrustadas nas poesias de Paulo Leminski têm um quê de rebuscamento e sofisticação. A autêntica criatividade ao expressar-se o tornou um dos mais célebres poetas brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, a cidade conservadora e de tradições recatadas, foi o berço descabido do poeta. Durante toda a sua existência na cidade provinciana, havia quem jurasse que Leminski caiu em solo extraterreno, mas criou raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incompreendido, ele tentava compreender e alterar o espaço urbano, rompendo qualquer tipo de regra que lhe fosse imposta. De acordo com a viúva Alice Ruiz, Paulo viveu como um exilado. Nada que não contivesse idéias e poesia o cativava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento de não pertencimento de Paulo Leminski fez com que ele procurasse caminhos para se desvencilhar do fardo. Ele procurou se envolver não só com literatura em prosa e poesia, mas também com fotografia e música. As artes em todas as suas manifestações eram, para ele, subterfúgios para escapar da incompreensão.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOWmETz_pI/AAAAAAAAAXw/G8QENTmMETM/s1600-h/leminski2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 261px; height: 275px;" src="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOWmETz_pI/AAAAAAAAAXw/G8QENTmMETM/s400/leminski2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225185573415943826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com a psicóloga Neuzi Barbarini não é preciso um momento solene, excepcional, para fazer brotar a inspiração artística. Esta surge quando alguns conteúdos internos fazem sentido e tomam forma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segundo ela, o processo criativo intrigava o próprio Freud, que no seu texto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Escritores criativos e devaneio”&lt;/span&gt; se mostrou impressionado pela pouca ou nenhuma distância existente entre o artista e o homem comum, a não ser uma tendência do primeiro em, como as crianças, “brincar” com seu objeto de criação, que são as palavras, conseguindo com isso criar imagens impressionantes que, escritas sem arte, poderiam nos chocar ou causar repulsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOYXQOzmcI/AAAAAAAAAYQ/UL3J4oUe4dc/s1600-h/luapl.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 315px; height: 161px;" src="http://bp1.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOYXQOzmcI/AAAAAAAAAYQ/UL3J4oUe4dc/s400/luapl.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225187517941389762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Neuzi considera Leminski um brincante. Para ela o haicai (forma muito comum no trabalho do artista) era malabarismo com palavras, que se equilibravam precariamente formando sentidos tão inusitados quanto os das bolas que voam no ar parecendo um círculo sem sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se referindo à arte de Leminski e resgatando Freud, Neuzi coloca ainda que a arte é inútil, pois só na inutilidade ela pode cumprir sua função transgressora, transformadora e “libertadora de tensões”. Segundo ela o útil não é arte, é mercadoria que se consome até fartar, já a arte sempre reserva uma emoção nova quando tudo parece já conhecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A estudiosa portuguesa Judite Cruz (1999), afirma que em termos psicológicos todo processo artístico parte de um relativo caos. Para ela são as metáforas, analogias, imagens, narrativas e exemplos físicos que ajudam a criar ordem no pensamento. Leminski sempre partiu do caos para mais tarde sentir ser-no-mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOWg0gPY-I/AAAAAAAAAXo/EvFWA8UJPko/s1600-h/leminski.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 207px; height: 276px;" src="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOWg0gPY-I/AAAAAAAAAXo/EvFWA8UJPko/s400/leminski.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225185483273757666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Afonso Lisboa da Foncesa, em seus estudos da psicologia, diz que a existência afirmativa da arte é assumida como afetividade do vivido. Ou seja, o processo artístico, em toda a sua plenitude, é inerente ao processo e incerteza próprios do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, Paulo talvez tivesse considerado a existência da arte como criação e produção de vida, de força de vida, e do mundo. O processo criativo para ele parece ter sido uma vivência organísmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ainda lembro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Paulo Leminski a quem não interessava nada que não contivesse idéias e poesia, viveu nessa vida como um exilado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Alice Ruiz, esposa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como pai o Paulo não era nada tradicional. Ele preferia me levar passear nos campos do intelecto e da história. Por exemplo, quando lhe perguntei o que era a revolução russa e ele parou tudo que estava fazendo para me explicar, dar uma aula detalhada, com paixão e precisão. Não satisfeito, escreveu um livro, a biografia de Trotsky e, generosamente, dedicou a mim. A partir deste momento eu soube qual era o caminho para o seu coração: o mundo das idéias, do pensamento, da criação, da palavra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Aurea Leminski, filha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele me fascinou e fascinaria em qualquer época pois era uma pessoa fora do comum, extrovertido, sempre alegre."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Neiva Maria de Souza, desenhista e ex-mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em 1983, eu fiz uma exposição na sala da Funarte, em Curitiba, chamada Nuvimento. Como eram trabalhos centrados na figura da mulher eu pedi a Alice que fizesse um poema para apresentar a mostra. Quando soube, o Paulo veio conversar comigo e pedir satisfações. Queria saber por que eu não tinha pedido um texto para ele. Estava com ciúmes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Nego Miranda, fotógrafo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Convivemos muito. Ele era uma pessoa generosa. Uma das lembranças mais fortes que guardo dele é de quando o Nhô Belarmino (o músico e cantor sertanejo Salvador Graciano), de quem o paulo gostava muito, morreu. Ele me procurou e perguntou se eu queria compor com ele uma canção em homenagem. Eu disse que sim e ele já mostrou o texto,lindíssimo, pronto. O Paulo não era de endeusar ninguém, muito pelo contrário, mas, por outro lado, gostava das coisas simples, e quando o Belarmino morreu ele ficou visivelmente emocionado, tocado mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Marinho Galera, músico e parceiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Leminski por trás de toda a fleuma de intelectual polêmico, era um sujeito dócil e muito engraçado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Jaime Lechinski, jornalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:  http://www.leminski.curitiba.pr.gov.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Texto de autoria de Juju Fontoura publicado na primeira edição da revista autoral "Releitura" produzida em junho, como prática pedagógica do programa de aprendizagem Produção Editorial em Revista do curso de Comunicação Social - Jornalismo da PUCPR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientação: Prof.ªMaria Teresa Freire.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://www.leminski.curitiba.pr.gov.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-7980949817524129638?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/7980949817524129638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=7980949817524129638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/7980949817524129638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/7980949817524129638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2008/07/o-processo-criativo-de-leminski.html' title='O processo criativo de Leminski'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIOZ3TvpZxI/AAAAAAAAAYY/onrW19p7LBI/s72-c/LEMINSKI4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-4416967145813841411</id><published>2008-07-19T11:30:00.005-03:00</published><updated>2008-07-19T12:18:27.393-03:00</updated><title type='text'>Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIIEmac_45I/AAAAAAAAAXQ/5a8E71ym_pA/s1600-h/crianca.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 272px; height: 198px;" src="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIIEmac_45I/AAAAAAAAAXQ/5a8E71ym_pA/s400/crianca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224743575685686162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Estatuto da Criança e do Adolescente acaba de completar 18 anos de existência. Ao longo desse período, profissionais de diversas áreas somam esforços para compreender e implementar a essência da lei diante de uma realidade tão adversa e desigual imposta pela sociedade brasileira às crianças e aos adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para complementar a formação de profissionais que se interessam pelo tema, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) oferece o curso de Pós-Graduação Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Christina Brito Lopes, uma das coordenadoras do curso, reconhece a necessidade de ter uma quantidade maior de profissionais de áreas diversas envolvidos com a política de atendimento inscrita no Estatuto e atuando na defesa e garantia dos direitos de que são titulares crianças e adolescentes. De acordo com a professora, a inspiração para propor o curso veio da história de Marcelino Champagnat. “Ele foi fundador da Congregação dos Maristas que, até hoje, tem um compromisso com a promoção de cidadania infanto-juvenil”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Paulo Henrique Laporte, diretor de Educação Continuada da PUCPR, este curso carrega a essência da instituição, pois têm como objetivo prezar pela sintonia social e bem-estar dos cidadãos. Segundo o professor, a universidade faz questão de incentivar cursos voltados para a causa da criança e do adolescente. “Nós estamos cuidando para que cursos como este sempre estejam presentes na instituição”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Curso pretende colaborar para que os profissionais estejam capacitados e comprometidos com esta causa contribuindo para a reflexão e promoção do debate sobre o tema, com o intuito de encontrar formas positivas para construir uma nova visão sobre o ECA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Maria Izabel Pires, diretora do curso de Serviço Social, afirma que proteger as crianças e os adolescentes é prioridade absoluta. “Nós estamos trabalhando para tirar do papel a doutrina da proteção integral”, diz. Segundo ela, o mais importante no curso é que profissionais das mais diversas áreas (direito, pedagogia, comunicação, medicina) se tornem cabeças pensantes para resolver, principalmente, o problema das crianças em situação de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estruturada de forma interdisciplinar, a especialização destaca-se não só por apresentar a proteção integral a partir de uma abordagem ampla, mas também reúne profissionais experientes e renomados na área da criança e do adolescente no cenário local, nacional e internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições para o curso podem ser feitas pelo &lt;a href="http://www.pucpr.br/cursos/especializacao/mostra_curso.php?processo=117&amp;amp;curso=1493"&gt;site&lt;/a&gt; até o dia 20 de agosto. Ex-alunos da PUCPR e grupos de uma mesma instituição (a partir de três alunos) têm desconto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais informações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(41) 3271-1520 (Ivanil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juju Fontoura publicado originalmente em 18/07/2008 no site da &lt;a href="http://www.pucpr.br/index.php"&gt;PUCPR&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-4416967145813841411?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/4416967145813841411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=4416967145813841411' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/4416967145813841411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/4416967145813841411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2008/07/panorama-interdisciplinar-do-direito-da.html' title='Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIIEmac_45I/AAAAAAAAAXQ/5a8E71ym_pA/s72-c/crianca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-2222773779801331332</id><published>2008-07-18T21:02:00.005-03:00</published><updated>2008-07-19T11:38:20.930-03:00</updated><title type='text'>O pequeno mundo de Rita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 1989, Rita de Cássia Baduy Pires vê o mundo em miniatura como o Pequeno Polegar, clássico personagem de conto de fadas. A artista começou o trabalho de forma intuitiva, com bordados emoldurados, nos quais agregava elementos plásticos, como a porcelana. Tudo era feito de forma rústica, sem preocupação técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIDdgiIdBVI/AAAAAAAAAWY/tZeQtqgHQx0/s1600-h/craft+2008+062aa.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 302px; height: 323px;" src="http://bp1.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIDdgiIdBVI/AAAAAAAAAWY/tZeQtqgHQx0/s400/craft+2008+062aa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224419118737589586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rita na Feira CraftDesign - Março 2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, houve a necessidade de aperfeiçoamento na área, e Rita decidiu estudar Artes Plásticas na Faculdade de Artes do Paraná. Isso proporcionou a criação de um estilo próprio e garantiu a ela a aplicação de conhecimentos práticos e teóricos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas Rita não é adepta a regras. Se fosse seguir os padrões artísticos da miniatura, utilizaria a escala internacional 1/12. Para garantir que ela veja o mundo como o Pequeno Polegar, preferiu utilizar uma escala 1/20, visivelmente menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_kAqcG3nI/AAAAAAAAAVo/ZtThdr0xJwo/s1600-h/DSC03297a.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 284px;" src="http://bp1.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_kAqcG3nI/AAAAAAAAAVo/ZtThdr0xJwo/s400/DSC03297a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224144792816377458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cadeiras de vários modelos compõem o ateliê de Rita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outro indício de que ela quer se diferenciar é o fato de não ter optado por linhas tradicionais, como a de casas de boneca, estilo que surgiu no século XVI com o intuito de representar as dependências do lar e ensinar as meninas a como organizar e dirigir a vida doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando materiais como argila, madeira e papel, Rita produz miniaturas denominadas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;box form&lt;/span&gt; que representam ambientes da casa, artes plásticas, profissões, estabelecimentos, instrumentos musicais, e homenagem a artistas e poetas. Tudo desenvolvido de forma personalizada e única, conforme o pedido do cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_lDOpZvsI/AAAAAAAAAVw/jkiz1bcsQHk/s1600-h/DSC03313a.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 343px; height: 178px;" src="http://bp2.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_lDOpZvsI/AAAAAAAAAVw/jkiz1bcsQHk/s400/DSC03313a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224145936407183042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Boxform temático - cinema&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Mas isso não significa que ela não siga um padrão, um conceito. Embora cada peça tenha um toque pessoal, existem modelos para confecções em maior número, o que torna seu trabalho controverso: afinal, o trabalho de Rita é arte ou artesanato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, nem ela sabe responder.  De acordo com estudiosos como Read (1972: 19), o conceito de arte é intimamente ligado a definição de belo. O artista, portanto, seria um indivíduo com a intenção exclusiva de agradar, de despertar nos seres humanos o sentimento de beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_lwHIbjiI/AAAAAAAAAV4/H-Gwjn3EeaM/s1600-h/DSC03326a.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 237px; height: 255px;" src="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_lwHIbjiI/AAAAAAAAAV4/H-Gwjn3EeaM/s400/DSC03326a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224146707483954722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma caixa de pasta de dente é matéria-prima para a construção de uma cadeira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segundo Martins (1977: 14), a arte se relaciona não com a beleza, mas sim com as emoções. Para ele, arte é todo trabalho que consegue transmitir emoção, independente do material e processo utilizados. O objeto de arte é uma emoção humana cristalizada. Embora silencioso, comunica por si mesmo, transmite a idéia de seu criador à pessoa que o contempla. Não importa a língua falada pelo autor, a região em que foi criada, a escola que o representa, a época em que surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_jxPxPErI/AAAAAAAAAVg/Bwy8ir0XM4c/s1600-h/maluquice+com+cadeiras+%283%29.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 325px; height: 216px;" src="http://bp0.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_jxPxPErI/AAAAAAAAAVg/Bwy8ir0XM4c/s400/maluquice+com+cadeiras+%283%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224144527959200434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Composição com cadeiras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como definir então as miniaturas de Rita se os conceitos são tão variados?  A concepção de arte e artesanato é intrínseca ao repertório do ser humano. Depende do ponto vista. O que para um indivíduo é artesanato, para outro pode ser arte, e para um terceiro pode não representar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A artista plástica e professora da UFPR, Marília Diaz, afirma que Rita é uma artista da delicadeza e procura o silêncio dos olhos que navegam pelas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;box form&lt;/span&gt;, como que a buscar os sedimentos do seu lugar, a humanização dos espaços em tempos de não-lugares. “Rita captura, encapsula atmosferas, modos de ver e entender o comércio e a própria vida.”, diz. Marília considera o trabalho de Rita uma interpretação de cenas que insistem, persistem em se manter inalteráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_i08Lrr0I/AAAAAAAAAVY/4ngxoW8UsA4/s1600-h/azeitona.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 296px; height: 223px;" src="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_i08Lrr0I/AAAAAAAAAVY/4ngxoW8UsA4/s400/azeitona.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224143491909267266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Casa da Azeitona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para Rita, seu trabalho não chega a ser considerado arte. Sem graça e com o sorriso no canto da boca ela rejeita a discussão polêmica. Só admite que o trabalho de um artista e de um artesão caminham juntos. De acordo com Mário de Andrade, o bom artista deve ser, acima de tudo, um bom artesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Espaços Curitibanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma novidade do Ateliê Ana Beatriz Miniaturas - nome escolhido em homenagem às filhas - são os projetos especiais, como o “Espaços Curitibanos”. O trabalho, subsidiado pela Fundação Cultural de Curitiba, através do auxílio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, tem como objetivo homenagear antigos comércios de Curitiba. O trabalho é um resgate da história paranaense. As doze miniaturas re-visitam o espaço urbano e representam os mais singelos locais que, em breve, poderão ser perdidos com a modernização da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_nzZqBHdI/AAAAAAAAAWI/qrr-8lpPmEk/s1600-h/schier+1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 314px; height: 235px;" src="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_nzZqBHdI/AAAAAAAAAWI/qrr-8lpPmEk/s400/schier+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224148963019529682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Casa Shier&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ao andar pelas ruas de Curitiba à procura de espaços que pudessem transportar-nos no tempo, Rita constatou que a quantidade de miniaturas previstas no projeto era pequena comparada com a quantidade de locais que poderiam ser representados. “Eu gostaria de ter feito muitos a mais, mas eram só doze”, afirma. Rita se entristece quando lembra que dois espaços em especial fugiram ao seu circuito de apreensão: o Armazém, uma antiga paixão que cristaliza a idéia de velhos comércios, e a Loja de Sapatos que testemunhou na adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradicional Padaria América, que está funcionamento desde 1915, foi um dos comércios homenageados pelas mãos da artista. Na miniatura é possível ver cada pãozinho, rosquinha e bolachinha feitos com uma precisão milimétrica. Rita retratou até uma batedeira dos tempos de outrora e que ainda é utilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_iWzyXvRI/AAAAAAAAAVQ/omw5v6bjM9s/s1600-h/AMERICA3.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 280px; height: 210px;" src="http://bp3.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH_iWzyXvRI/AAAAAAAAAVQ/omw5v6bjM9s/s400/AMERICA3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224142974259543314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Padaria América&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Também fazem parte da proposta a Alfaiataria Riachuelo, loja que vestiu o público masculino da cidade por muitos anos. Rita diz que a alfaiataria parece ter parado no tempo. Na miniatura aparece a escrivaninha repleta de papéis e livros de escrita e até uma máquina de costura que parece estar ali apenas aguardando o mestre alfaiate, Guilherme Matter, que foi tirar medidas de seu cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro estabelecimento homenageado no projeto “Espaços Curitibanos” é a Confeitaria das Famílias, cuja fachada continua a mesma desde 1945. Em sua passagem pela Rua XV de Novembro, Rita adentrou a confeitaria e percebeu que, apesar das reformas internas, os funcionários ainda conviviam com elementos decorativos dos tempos dos primeiros confeiteiros, como a pia de louça para lavar as mãos, o relógio cuco, o sofá para as crianças e fotos históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Rita, a homenagem prestada não é a cada estabelecimento, mas a todos os espaços comerciais que preservam sua história. “Pequenos ou grandes, consagrados ou anônimos, uma colcha de retalhos tecida com o mesmo fio: o respeito ao tempo e à tradição”, diz a artista plástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Visibilidade e reconhecimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos meses, a miniaturista abandonou a Feira do Largo da Ordem para expor seu trabalho em feiras nacionais, o que gerou maior visibilidade de suas peças e mais oportunidades.   No entanto, a divulgação não tem gerado reconhecimento. “Muitos clientes querem um produto personalizado, mas não querem pagar pelo preço que vale”, comenta Rita. Para desenvolver duas cadeiras, por exemplo, ela gasta um dia inteiro para pesquisar o material que vai utilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de Rita espelhado em um conto de fadas poderia ter mais valor. Uma frase de Manuel de Barros escrita na porta de seu ateliê reflete essa necessidade: “O que dá importância às coisas não é o seu tamanho. O que dá importância às coisas é o encantamento que elas produzem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais informações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita de Cássia Baduy Pires&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.anabeatriz.art.br/"&gt;Ana Beatriz Miniaturas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(41) 3322 -  9442&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juju Fontoura e Priscila Aguiar publicado na edição de julho da revista "Corpo da Matéria" do curso de Jornalismo da PUCPR.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-2222773779801331332?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/2222773779801331332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=2222773779801331332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/2222773779801331332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/2222773779801331332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2008/07/o-pequeno-mundo-de-rita.html' title='O pequeno mundo de Rita'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SIDdgiIdBVI/AAAAAAAAAWY/tZeQtqgHQx0/s72-c/craft+2008+062aa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-3042821695559500927</id><published>2008-07-17T18:00:00.003-03:00</published><updated>2009-12-14T20:30:54.303-02:00</updated><title type='text'>Exposição Idiossincrasia na PUCPR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Foi aberta nesta segunda-feira (14), no Museu Universitário da PUCPR, a exposição “Idiossincrasia” dos formandos do curso de Desenho Industrial – Projeto do Produto e Programação Visual da Instituição. Até o dia 8 de agosto estarão expostos 45 produtos desenvolvidos pelos alunos durante o trabalho de conclusão de curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição foi intitulada “Idiossincrasia” por definir as peculiaridades de cada indivíduo refletida em cada design, seja ela de produto ou gráfico. Mostra também que na identidade de cada trabalho apresentado, podem ter mensagens, símbolos ou valores diferentes para cada observador ou usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Diretor Chefe do MUNI, professor Ivens Jesus da Fontoura, a exposição pode ser uma chance fazer a ligação entre empresa e escola. “Quem sabe um empresário, ao visitar a exposição, se interesse por um projeto e queira colocá-lo em prática ou fabricá-lo”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaime Ramos, diretor do curso de Desenho Industrial da PUCPR, afirma que a Mostra é resultado da qualificação e diversidade de produção dos alunos. “Com ousadia e atenção às necessidades e expectativas da sociedade a exposição estimula o contato com a comunidade como um todo, promovendo a aproximação de nossos alunos com os mais diversos públicos”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Programação Visual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aluno Oscar Marcelino Teixeira, formando de Programação Visual criou um e-learning intitulado “Bicho de Sete Cabeças”. Trata-se de um curso, no qual o indivíduo é habilitado em sete questões que, de acordo com a pesquisa realizada por ele, são consideradas fundamentais com relação à empregabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interface apresenta um dragão de sete cabeças sendo que cada uma oferece uma dica, como por exemplo a elaboração de currículo e como se comportar numa dinâmica de grupo. “Aqui nós podemos mostrar os nossos trabalhos e, quem sabe, dar uma contribuição para a sociedade”, diz o estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar acredita que a exposição abre portas para os estudantes de design. “Aqui nós podemos mostrar os nossos trabalhos e, quem sabe, dar uma contribuição para a sociedade”, afirma. Segundo ele, a função do designer é perceber as necessidades dos indivíduos resolvendo seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Projeto do Produto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos de Projeto do Produto apresentam trabalhos comprometidos com o impacto ambiental. De acordo com Ravel Forghieri Casela, as atuais condições ambientais do planeta pedem por soluções que possam trazer benefícios para a sociedade e o meio ambiente. Além disso, ele acredita que está havendo uma mudança sócio-cultural por parte dos consumidores. “Eles estão exigindo produtos com maior apelo ecológico e os designers precisam atender a esta demanda”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado com um mundo sustentável, Ravel criou uma Composteira doméstica denominada TERRAVIVA. O produto reduz o lixo doméstico orgânico, e ao mesmo tempo, proporciona adubo para jardins e vasos. Por meio de processos mecânicos no interior da composteira, é possível acelerar o processo biológico de decomposição do material orgânico vegetal, sem que haja a produção de mau cheiro e atração de insetos na cozinha. De acordo com Ravel os resíduos são acondicionados no interior do aparelho e depois de duas semanas, em média, o processo de decomposição se finaliza e o produto obtido é um adubo orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/Sya8Pvzt8WI/AAAAAAAABUM/X-0uueU5ORw/s1600-h/Composteira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 277px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/Sya8Pvzt8WI/AAAAAAAABUM/X-0uueU5ORw/s400/Composteira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415222580677046626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Composteira TERRAVIVA de Ravel Casela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outro trabalho que demonstra um comprometimento social e ambiental é o COOPERE, um sistema de transporte cooperativo que não causa nenhum impacto ambiental, pois seus veículos utilizam matriz energética limpa, ou seja, são elétricos, com índice zero de poluição do ar e praticamente zero de poluição sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O COOPERE, produzido pelos estudantes Márcio Nantes e Bruno Ramos, é composto por uma combinação de veículos elétricos e sistemas de comunicação inteligente que permitem uma interação entre veículos e usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros, monitorados por tecnologia de posicionamento global (GPS), ficam disponíveis em espaços públicos ou privados e os próprios assinantes dirigem os veículos do sistema e pagam pelo serviço assim como fazem com um serviço de TV a cabo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via internet os assinantes podem definir o seu perfil, sua freqüência de uso, abrangência dos trajetos e horários. Assim, o sistema pode criar propostas de grupos de usuários que tenham rotinas semelhantes para dividirem trajetos. De acordo com Márcio, quanto mais o assinante dividir o veículo, ou seja, cooperar, mais barato é o gasto no trajeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso um assinante esteja a pé ele pode informar por meio do seu celular a sua localização e o destino pretendido. Se houver algum carro passando nas proximidades, o sistema informa a este assinante e ao veículo, a possibilidade de dividir o meio de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH-2Yvkvn9I/AAAAAAAAAUg/EWCqflZoEO8/s1600-h/rendering04.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 319px; height: 239px;" src="http://bp2.blogger.com/_O2E-x6jkdJk/SH-2Yvkvn9I/AAAAAAAAAUg/EWCqflZoEO8/s400/rendering04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224094628976762834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;COOPERE de Bruno Ramos e Márcio Nantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Postos de gasolina e a conseqüente poluição do ar são coisas do passado. Os carros do sistema COOPERE projetados pelos acadêmicos são elétricos e podem ser recarregados se estacionados nos locais indicados para a frota - as docas de recarga. Logo após, o veículo está pronto para sair às ruas. Os carros possuem também áreas de captação solar para converter energia solar em energia elétrica, aproveitada para alimentar os acessórios do próprio veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição de Design “Idiossincrasia”&lt;br /&gt;Data: 14 de julho a 8 de agosto&lt;br /&gt;Local: Museu Universitário da PUCPR&lt;br /&gt;Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h às 18h&lt;br /&gt;Entrada Franca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto de autoria de Juju Fontoura publicado originalmente em 16/07/2008 no site da &lt;a href="http://www.pucpr.br/"&gt;PUCPR&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-3042821695559500927?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/3042821695559500927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=3042821695559500927' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/3042821695559500927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/3042821695559500927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2008/07/exposio-idiossincrasia-na-pucpr.html' title='Exposição Idiossincrasia na PUCPR'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_O2E-x6jkdJk/Sya8Pvzt8WI/AAAAAAAABUM/X-0uueU5ORw/s72-c/Composteira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8715401147098574081.post-4650384424057022294</id><published>2008-07-17T16:28:00.000-03:00</published><updated>2008-07-17T16:41:00.626-03:00</updated><title type='text'>Exclamo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;exclamo!&lt;/span&gt; um espaço virtual destinado ao registro dos textos e reportagens que resultaram das minhas experimentações jornalísticas. Estou aberta a críticas e sugestões. Exclame!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8715401147098574081-4650384424057022294?l=exclamo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exclamo.blogspot.com/feeds/4650384424057022294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8715401147098574081&amp;postID=4650384424057022294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/4650384424057022294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8715401147098574081/posts/default/4650384424057022294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exclamo.blogspot.com/2008/07/exclamo.html' title='Exclamo!'/><author><name>Juju Fontoura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15972088418128633495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
